Levando Museus aonde não tem

O PROGRAMA

Embora 5% dos museus mundiais estejam no Brasil, isso não significa dizer que estes museus estejam bem distribuídos. Atualmente, temos três mil museus no País, a maioria deles localizados em capitais. Além disso, dos 5.570 municípios brasileiros existentes, segundo o IBGE, 4.295 não possuem museu (Cadastro Nacional de Museus, 2014). Isso significa dizer que não há museu em 77% dos municípios brasileiros.

O Plano Nacional Setorial de Museus (IBRAM, 2010) tem como uma de suas metas “Estimular a criação de museus EM CADA MUNICÍPIO BRASILEIRO” (Eixo II, Diretriz 12, Estratégia 01). Para atender essa demanda, é necessário que sejam criados mais de um museu por dia até 31 de dezembro de 2020.

O Programa Primeiro Museu é uma iniciativa do Museu da Família e do Instituto Cultural Ingá que tem como objetivo garantir o direito do cidadão à memória e à cultura, por meio da promoção de processos museológicos em pequenas comunidades visando a preservação do patrimônio cultural local.

PREMISSAS

A preservação da história, da identidade, do patrimônio cultural e da memória é um direito que deve ser garantido pelo Estado, em cooperação com a comunidade e do cidadão.

Os museus comunitários são instituições comprometidas com o direito à memória e necessárias ao desenvolvimento social, sendo fundamentais no fortalecimento de uma cidadania responsável e comprometida com a comunidade.

Na maioria dos municípios brasileiros, principalmente nos de menor população, torna-se urgente a realização de ações e projetos que apoiem a manutenção de suas identidades culturais, e que priorizem a preservação da memória e salvaguarda de seus patrimônios culturais e referências identitárias.

OBJETIVO

Apoiar comunidades na implantação de processos museológicos visando à conservação da memória.

RESULTADOS

O Programa Primeiro Museu terá como resultado para cada comunidade atendida:

1) Museu comunitário de tipologia virtual implantado;

2) Um projeto cultural para implantação de museu físico, enquadrado nos instrumentos de renúncia fiscal existentes;

3) Capacitação de agentes locais na gestão do projeto.